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Foto de ursa polar tentando se refrescar vira símbolo do impacto do calor extremo sobre os animais

Imagem premiada reacende debate sobre mudanças climáticas e mostra como espécies estão sendo forçadas a mudar seu comportamento para sobreviver


Por Redação Portal + Pet


Uma ursa polar parcialmente coberta de lama, em um cenário que foge completamente do imaginário gelado do Ártico, foi o suficiente para provocar comoção, reflexão e debate internacional. A fotografia, premiada em um concurso de vida selvagem, tornou-se um retrato simbólico de uma realidade cada vez mais evidente: os efeitos das mudanças climáticas já estão alterando, de forma concreta, o comportamento e a sobrevivência de diversas espécies animais.

O registro mostra a ursa tentando aliviar o calor em meio a temperaturas anormalmente elevadas para a região. O gesto, aparentemente simples, carrega um significado profundo. Ursos polares dependem do gelo não apenas como habitat, mas como parte essencial de sua rotina biológica. É sobre o gelo que eles caçam, descansam e regulam a própria temperatura corporal. Com o avanço do aquecimento global e o derretimento acelerado das calotas polares, esse equilíbrio está sendo quebrado.

Comportamentos que não deveriam existir

Especialistas em vida selvagem explicam que animais selvagens costumam ter comportamentos bastante previsíveis, moldados por milhares de anos de evolução. Quando esses comportamentos começam a mudar de forma visível, como buscar lama para se refrescar em regiões tradicionalmente frias, isso indica um ambiente em desequilíbrio.

No caso dos ursos polares, o aumento das temperaturas reduz o tempo de formação do gelo marinho, o que dificulta a caça de focas — principal fonte de alimento da espécie. Com menos energia disponível e maior exposição ao calor, os animais passam a adotar estratégias improvisadas para lidar com o estresse térmico.

A imagem da ursa, portanto, não representa apenas um momento isolado, mas um sintoma de um problema maior que afeta todo o ecossistema polar.

O impacto vai além da vida selvagem

Embora cenas como essa pareçam distantes da realidade urbana, os efeitos do calor extremo também são sentidos por animais que convivem diretamente com os seres humanos. Ondas de calor cada vez mais frequentes impactam cães, gatos e outros pets, que podem sofrer com desidratação, queimaduras nas patas, problemas respiratórios e até colapsos térmicos.

Veterinários alertam que o aumento das temperaturas exige mudanças na rotina dos tutores, como evitar passeios nos horários mais quentes, reforçar a oferta de água fresca e garantir ambientes ventilados e sombreados.

Assim como a ursa polar precisou adaptar seu comportamento para lidar com o calor, animais domésticos também dependem da intervenção humana para atravessar períodos climáticos extremos com segurança.

Uma imagem que comunica sem palavras

A força da fotografia premiada está justamente na sua capacidade de comunicar sem recorrer a dados ou gráficos. Ela traduz, em um único frame, a complexidade das mudanças climáticas e suas consequências sobre a vida animal.

Imagens desse tipo cumprem um papel essencial no jornalismo ambiental: aproximam o público de uma realidade muitas vezes tratada de forma abstrata. Ao humanizar — sem romantizar — o sofrimento e a adaptação dos animais, a fotografia convida à reflexão sobre o impacto das ações humanas no planeta.

Mais do que um registro visual impressionante, a imagem da ursa polar funciona como um alerta silencioso. Um lembrete de que a crise climática não é um problema futuro, nem distante. Ela já está acontecendo — e os animais estão entre os primeiros a sentir seus efeitos.

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