A lambida do cachorro é mesmo um beijo? O que a ciência diz sobre esse comportamento
- Redação Vira-Lata

- há 20 horas
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Gesto comum entre cães e humanos tem múltiplos significados e nem sempre está ligado apenas ao carinho
Por Redação Portal + Pet
Quem convive com cães provavelmente já passou por essa cena: ao chegar em casa ou sentar no sofá, o animal se aproxima e começa a lamber o rosto ou as mãos do tutor. Para muitos, o gesto é imediatamente traduzido como um “beijo”. Mas, do ponto de vista do comportamento animal, a lambida é uma forma de comunicação muito mais complexa do que parece.
Especialistas explicam que lamber é um comportamento natural dos cães, aprendido ainda nos primeiros dias de vida. Filhotes lambem a mãe como forma de estímulo, pedido de atenção e interação social. Esse padrão é levado para a vida adulta e, com o tempo, passa a ser direcionado também aos humanos com quem o animal cria vínculo.
Comunicação antes de afeto
Ao contrário do beijo humano, que tem forte carga cultural e emocional, a lambida canina funciona, antes de tudo, como linguagem. Ela pode expressar submissão, busca por atenção, reconhecimento social ou tentativa de interação.
Em muitos casos, o cachorro lambe o tutor porque aprendeu que esse comportamento gera resposta, seja carinho, fala ou contato visual. Do ponto de vista do animal, trata-se de uma estratégia eficiente de comunicação.
O cheiro e o sabor da pele humana também influenciam. Resíduos de suor, cremes ou até alimentos podem estimular a lambida sem qualquer relação direta com afeto.
Quando a lambida é, sim, demonstração de vínculo
Isso não significa que o gesto seja sempre neutro. Em contextos específicos, a lambida pode estar associada a conforto emocional e vínculo social. Cães tendem a lamber pessoas com quem se sentem seguros, especialmente em momentos de reencontro ou relaxamento.
A diferença está no conjunto de sinais. Um cachorro relaxado, com corpo solto, cauda em posição neutra e expressão tranquila, provavelmente está usando a lambida como uma forma de interação positiva.
Já quando o comportamento vem acompanhado de inquietação, repetição excessiva ou dificuldade de interromper o gesto, pode indicar ansiedade ou estresse.
Lambidas em excesso merecem atenção
Veterinários e comportamentalistas alertam que a lambida compulsiva — seja em pessoas, objetos ou no próprio corpo — pode ser um sinal de desconforto emocional. Alterações na rotina, falta de estímulo, solidão ou mudanças no ambiente podem intensificar esse tipo de comportamento.
Nesses casos, o ideal é observar a frequência e o contexto, além de buscar orientação profissional para entender o que está por trás da atitude do animal.
Entender o cão é ir além das traduções humanas
A tendência de interpretar comportamentos caninos a partir de emoções humanas é comum, mas pode gerar equívocos. Entender que a lambida não é exatamente um “beijo”, e sim uma forma de comunicação, ajuda a fortalecer a relação entre tutor e pet.
Mais do que rotular gestos, compreender a linguagem dos cães permite respostas mais adequadas às necessidades emocionais e comportamentais dos animais e cria uma convivência mais equilibrada para ambos.








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